Super Bowl traz emoções e uma Lady Gaga soberana

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Muitos brasileiros assistiram ao Super Bowl pela primeira vez para acompanhar o show do intervalo e ver o que Lady Gaga, já considerada a polêmica em pessoa. Era esperada por vários motivos, principalmente pelo sua temática totalmente anti-Trump, antes mesmo do magnata ser eleito presidente dos Estados Unidos da América.

Um misto de emoções. Um jogo com viradas espetaculares que aprisionou a atenção até de quem não entendia bem o que estava acontecendo. E, ao chegar o momento esperado pela imensa maioria, Gaga desce ao palco do Super Bowl com um exército de drones. A atuação da intérprete foi considerada moderada, haja vista os diversos momentos em que seus nome foi envolvido em assuntos que repercutiram ao mundo inteiro, para agradou gregos e troianos.

Não veio vestida com uma roupa feita de carne, mas o aparato pirotécnico e sua equipe enorme de dançarinos, tornou o intervalo uma grande produção.

Gaga não fez critica duras durante o intervalo do Super Bowl ao presidente dos EUA, Donald Trump. No entanto, a escolha do repertório feito pela artistas falou por ela.

A atuação da cantora no NRG Stadium, em Houston (Texas), foram a resposta às bravatas e absurdos politicos do presidente norte-americano. Assim como dito anteriormente pela artista, levaria para a apresentação também tudo o que sempre defendeu ao longo da sua carreira musical.
300 drones “Shooting Star” formavam as cores da bandeira.

“Esta é a tua terra. Esta é a minha terra, de Califórnia até à ilha de Nova Iorque, da floresta da madeira vermelha até às águas de Gulf Stream. Esta terra foi feita para ti e para mim”.

E assim foi o show de Gaga, focando na diversidade, defendendo a causa LGBT+, imigrantes, etnias e principalmente falando sobre uma América plural, compartilhada e livre.

“Enquanto andava vi um sinal. E o sinal dizia: Não Passar. Mas no noutro lado não dizia nada. Esse lado foi feito para mim e para ti”, com toques de discrição, Lady Gaga fez referência à fixação de Donald Trump por construir o muro para separar os EUA do México.

As musicas de Lady Gaga é são um desafio à maneira Trump de governar. Ela escolheu as músicas mais famosas para levar ao intervalo do Super Bowl. Assim como “Just Dance”, “Telephone”, “Poker Face”, “Bad Romance”, “Million Reasons”, “Born This Way” e “Telephone”.

Todas as letras abordam o posicionamento de Lady Gaga com referência às orientações sexuais e identidades de género.

“Não te escondas em arrependimento, apenas ama-te e estás pronto. Eu estou no caminho certo, querido: eu nasci assim”, deu seu recado em “Born This Way”.

Gaga, serena como o público não esperava, manteve no olhar a rebeldia de sempre, largando o microfone no fim. Nao precisou de um discurso raivoso para falar para toda a audiência do Super Bowl, que haverá resistência.