Conheça o Projeto 16% que quer mudar as ruas de SP

Crédito: Reprodução Projeto 16%

Quem anda por São Paulo percebe algumas coisas: a população de 11 milhões habitantes, os bairros de diferentes culturas e o tamanho da cidade, com seus milhares de ruas e avenidas, travessas, praças, parques, pontos de ônibus e malha metroviária. Porém, as pessoas não se atentam ao fato de que a grande maioria dessas ruas homenageia homens. E por isso surgiu o Projeto 16%, lançado pelo Estadão.

O projeto atenta ao fato de que, dentre as ruas de São Paulo com nomes de pessoas, apenas 16% homenageiam mulheres e esse quadro tem que mudar rapidamente. As mulheres configuram 52% dos habitantes de São Paulo e a história tem diversas mulheres que merecem representar a população feminina e serem homenageadas com alguma rua só delas.

O Projeto 16% pede para as pessoas adicionarem nomes de mulheres que poderiam muito bem ser nomes de ruas e votarem nas suas favoritas. Por enquanto, o top 5 mulheres favoritas para serem homenageadas em São Paulo são: Dorina Nowill, Hilda Hilst, Tomie Ohtake, Ruth Cardoso e Esther Figueiredo.

Na página há também informações sobre a história de diversas mulheres importantes para a história e que podem ser cotadas para terem seus nomes homenageados nas ruas da cidade.

Ao final do projeto, todos os nomes indicados serão colocados em um documento e este será entregue na Câmara de Vereadores.

Além disso, o Projeto 16% também mostra alguns dados sobre as ruas de São Paulo que mostram que já está mais do que na hora de aumentar a porcentagem de mulheres homenageadas. Confira alguns:

  • São Paulo tem 1.170 ruas homenageando doutores e apenas 11 homenageando doutoras.
  • Mais de 30 nomes de ruas em SP são de homens torturadores e apoiadores da ditadura. Menos de 20 são de mulheres que lutaram contra.
  • São Paulo tem 637 ruas homenageando professores e apenas 79 homenageando professoras.
  • Mais de 3.000 ruas de SP têm nomes bizarros como Borboleta Psicodélica. E pensar que é quase o mesmo número de ruas que homenageiam mulheres.
  • São Paulo tem 1081 ruas homenageando Joões e apenas 419 homenageando Marias.
  • São Paulo teve até rua chamada Hitler, mas nunca teve uma chamada Dercy Gonçalves.
  • São Paulo tem uma travessa chamada Nega Manhosa e nenhuma chamada Negra trabalhadora.