Women’s March: Trump terá que encarar resistência de mulheres bem conhecidas

Crédito: Reprodução/Quebrando Tabu

Ruas de diversas cidades americanas receberam no último sábado (21) milhares de mulheres em protesto contra o novo presidente do país, Donald Trump. Em Washington, ponto principal da Women’s March, eram esperadas cerca de 200 mil pessoas, mas a organização estima que mais de 500 mil compareceram. O apoio de mulheres de reconhecimento no país e no mundo também impressionou.

Trump, ainda como candidato, chocou ao fazer declarações machistas e desrespeitosas sobre mulheres. Um vídeo comparando as falas do ex-presidente Obama e as de Trump bombou nas redes sociais (vídeo abaixo). Outros assuntos como homossexualidade e imigração também ganharam polêmicas na voz de Trump.

Não à toa, as ruas foram tomadas por desconhecidas e famosas. Cantoras como Ariana Grande, Demi Lovato, Miley Cyrus e Lauren Jauregui estiveram em diferentes cidades. Algumas, como Madonna e Alicia Keys, cantaram e pronunciaram-se contra Trump, mostrando que pessoas de representatividade nos EUA e no mundo dizem ‘sim’ para as manifestações contra o novo presidente, enquanto ele escuta ‘não’ de grandes nomes como Elton John, Céline Dion e Andrea Bocelli, que teriam sido convidados para cantar na cerimônia de posse, e recusaram.

I love women. I live for my two daughters. And I am full of pride and unity with all women today.

Uma foto publicada por Drew Barrymore (@drewbarrymore) em

Atrizes como Drew Barrymore (foto acima) e  Julia Roberts também estiveram lá. Diante da multidão, Scarlett Johansson dirigiu-se a Trump e disse: “Quero apoiar minha filha, que, na verdade, com as decisões que você toma, crescerá em um país que anda para trás e não para frente, e provavelmente não terá o direito de fazer escolhas sobre o próprio corpo e futuro, como sua filha Ivanka teve o privilégio de ter”.

“I ask you to support ALL WOMEN and our fight for equality in ALL THINGS” #womensmarch

Um vídeo publicado por Scarlett Johansson (@seriouslyscarlett) em

Mulheres de outros países também juntaram-se a iniciativa, e cidades como Paris, Londres e Amsterdã ganharam passeatas. Trump mostrará aos poucos o quanto de seu discurso realmente colocará em prática, e sabe que terá que enfrentar a resistência não só de grande parte do povo, mas também de mulheres que são referências mundiais e, mais do que nunca, incentivam o empoderamento feminino.