Curta mostra vida de bailarina brasileira nos EUA

Crédito: Reprodução Facebook

A brasileira Ingrid Silva morava no bairro de Benfica, zona norte do Rio de Janeiro. Mulher, negra, filha de empregada doméstica com funcionário aposentado da força aérea, moradora de um bairro pobre do Rio, Ingrid não tinha tantas oportunidades quanto um jovem branco do Leblon. Mas a bailarina não se deixou abater.

Todos os dias, ela ia para a aula de balé e dava o seu melhor. Estudava, dançava, melhorava. Ingrid não desistia após cair. Ela simplesmente se levantava e tentava de novo. E a sua cor, seu gênero e sua condição social não a impediram de seguir seu sonho.

Nem mesmo os padrões racistas do balé a fizeram desistir. As sapatilhas são feitas apenas em tons claros e cor de rosa, o que contrasta com a pele escura de Ingrid. Por isso, ela pinta todos os seus pares com uma maquiagem que ela mesma compra. Ela estava decidida a não desistir de seu sonho por nada no mundo.

E a ambição de Ingrid a levou aos Estados Unidos. Lá ela sofreu no começo, pois estava perdida e sem saber a língua. Então, o que fez foi aprender a falar e a se locomover pela cidade. Voltar para a casa de mãos vazias não estava nos seus planos.

A bailarina agora integra o Dance Theatre of Harlem, companhia de balé do bairro do Harlem, em Nova York. ela hoje é considerada uma das melhores bailarinas emergentes do mundo todo. Porém, sua mãe ainda não conseguiu vê-la dançar nos EUA, pois teve o visto negado.

Um curta metragem de menos de cinco minutos foi feito para mostrar a vida de Ingrid, do bairro pobre do Rio de Janeiro até o reconhecimento como uma das melhores bailarinas do mundo. Sua trajetória é inspiradora.