Versace, uma das grifes mais famosas do mundo, é processada por preconceito racial

Crédito: Baard Lunde/ Reprodução: Facebook Versace

Um ex-empregado da Versace está processando a marca por práticas comerciais injustas. Segundo o jovem, de 23 anos, a grife usa um chamado “código secreto” para alertar seus funcionários a cada vez que um cliente negro entra na loja.

Christopher Sampiro contou que durante o treinamento foi questionado sobre o significado do código D410 – o mesmo usado para roupas de cor preta – e que foi instruído a usar o código mencionado quando uma pessoa negra entrasse na loja.

Sampiro também acredita ter sido demitido por ser mestiço e por ter questionado o gerente, na ocasião, para se atentar ao fato de ele ser afro-descendente. Ele trabalhou em uma loja Versace em Pleasanton, na Califórnia, em setembro do último ano.

De acordo com o processo, ele teria sido tratado de forma diferente, não teria recebido pelo tempo trabalhado e também não teria sido remunerado pelos períodos de repouso.

A Versace negou as acusações e pediu ao juiz do Tribunal Superior do Condado de Alameda que não aceitasse o caso.

Questionada pela CNN, a empresa afirmou, em declaração, que “acredita firmemente na igualdade de oportunidades, como empregador e varejista, não toleramos discriminação por raça, origem nacional ou qualquer outra característica protegida por nossas leis de direitos civis. Nós negamos as alegações nesta ação e não vamos comentar litígios pendentes.”

Uma audiência está marcada para o dia 21 de março.