Taxa de desemprego ampliado no país o coloca entre os seis piores do mundo

Crédito: Marcos Santos/ Agência USP

Desde 2015 muita gente vem sofrendo as consequências do desemprego ou pelo menos conhece ou tem alguém na família que tenha perdido o trabalho. O que pouca gente sabia até então é que os índices da falta de uma posição no mercado formal podem alcançar quase o dobro do que mostram os números oficiais.

Segundo um estudo comparativo feito pelo banco Credit Suisse, se forem somados os desempregados com pessoas que vivem de bico e à parte da população que desistiu de buscar por uma colocação no mercado de trabalho o índice pode chegar a 21,2%. O percentual coloca o país na sexta posição entre os que têm maior taxa de desemprego ampliado, considerando um total de 31 países em desenvolvimento e emergentes.

Se comparado apenas às taxas de desemprego oficiais divulgadas no país (11,8%), o índice levantado pelo Credit Suisse representa o dobro (21,2%). Em números reais significa dizer que 23 milhões de brasileiros estão desempregados ou exercendo funções classificadas como de subemprego.

O percentual também coloca o país com um índice 5% acima da média (16,1%) quando comparado a outros países quando se trata de desemprego ampliado. O índice foi calculado e divulgado pela primeira vez no Brasil porque desde novembro do ano passado o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) passou a oferecer informações complementares sobre a subutilização da força de trabalho.