ONU diz ter esperança de que Trump mantenha proteção a refugiados

Crédito: UNICEF/Delil Soulaiman

Agências da ONU (Organização das Nações Unidas) que lidam com questões globais de refugiados e migrantes expressaram a esperança de que os Estados Unidos continuem seu forte papel de liderança e longa tradição na proteção daqueles que fogem de conflitos e perseguições, mesmo após a posse do novo presidente Donald Trump.

“As necessidades dos refugiados e migrantes no mundo todo nunca foram tão grandes, e o programa de reassentamento dos EUA é um dos mais importantes do mundo”, disseram em comunicado a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

As agências afirmaram que a tradicional política norte-americana de recebimento de refugiados criou uma situação de “ganha-ganha”: salvou vidas de algumas das pessoas mais vulneráveis no mundo que, por sua vez, enriqueceram e fortaleceram suas novas sociedades. “A contribuição dos refugiados e migrantes para seus novos lares no mundo todo tem sido esmagadoramente positiva”, acrescentaram.

Na última sexta-feira (27), o presidente norte-americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que, entre outras coisas, suspende o programa de recebimento de refugiados dos EUA por 120 dias, de acordo com a imprensa, além de barrar a entrada de refugiados de diversos países de maioria muçulmana, entre eles a Síria, até nova ordem.

“Locais de reassentamento oferecidos por cada país são vitais. A Agência da ONU para Refugiados e a Organização Internacional para as Migrações esperam que os EUA mantenham seu forte papel de liderança e sua longa tradição de proteção daqueles que fogem de conflitos e perseguições”, disseram as agências, acrescentando que se mantêm comprometidas em trabalhar com o governo norte-americano para garantir reassentamento seguro e programas de migração.

ACNUR e OIM disseram que refugiados devem receber tratamento igualitário para a proteção e assistência, assim como oportunidades de reassentamento, independentemente de sua religião, nacionalidade ou raça.

“Continuaremos a nos engajar ativamente e de forma construtiva com o governo dos EUA, como temos feito há décadas, para proteger aqueles que mais precisam, e para oferecer nosso apoio em questões de asilo e migração”, concluiu o comunicado.

Fonte: Agência ONU