Formação em obstetrícia na Somália é reconhecida internacionalmente

Crédito: ONU/Stuart Price
Crédito: ONU/Stuart Price

A Somália sofre com uma grave escassez de parteiras e falta de investimento na saúde. Isso dificulta bastante as vidas as mães e de mulheres grávidas. Uma em cada 22 mulheres somali morrem em decorrência da gravidez por não terem tratamento adequado. Mas esse quadro está começando a ser mudado.

A Confederação Internacional de Parteiras (ICM, na sigla em inglês) reconheceu a formação em obstetrícia na Somália. Isso quer dizer que quem estudar seguindo o novo currículo das escolas para a formação nessa área será um profissional reconhecido no mundo todo.

Aprovado por todos os ministérios da saúde da Somália, o currículo de formação em obstetrícia é agora reconhecido como curso de nível de diploma, está dentro do padrão internacional e seus graduados terão o devido reconhecimento em todo o globo.

O  Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) da ONU apoiou e ajudou na formação do novo currículo. A agência apoia a formação de parteiras na Somália desde 2011.

“O UNFPA na Somália liderou a harmonização do currículo de acordo com as normas internacionais, enquanto o grupo de partes interessadas liderou a estrutura e o conteúdo do currículo, garantindo a relevância para o contexto somali”, afirmou Emily Denness, assessora em obstetrícia do UNFPA no país.