Ku Klux Klan derrotada pela a amizade de homem negro

Crédito: Reprodução
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A arma contra o todo e qualquer preconceito é o conhecimento. E qual a melhor forma de conhecer uma pessoa? Um homem negro chamado Daryl Davis decidiu mostrar à organização racista Ku Klux Klan (KKK) como, usando uma “arma” curiosa: a amizade.

Ele é um músico de 58 anos e desde a década de 80 utiliza essa técnica de simpatia com um pouco de conversa e bastante paciência e, com muita eficácia, vem desconvertendo membros do Klan.

A Ku Klux Klan é definitivamente uma das mais reconhecidas organizações racistas do mundo e apesar de não ter a mesma força que já possuiu um dia, Davis precisa de muita coragem para seguir em frente com o seu projeto de humanização da KKK.

O músico já fez mais de 200 membros antigos abandonarem a organização criminosa. Davis frequenta as reuniões do Klan e às vezes ele mesmo propõe os eventos para que os participante conheçam sua história.

Ele já conquistou o respeito de vários líderes do gupo, mas também se colocou em situações ameaçadoras e até de enfrentamento físico, mas Daryl garante que sempre conseguiu consquistar os membros da Ku Klux Klan.

“Houve alguns acidentes em que eu fui ameaçado e algumas vezes em que eu tive de lutar fisicamente. Felizmente, eu ganhei em ambos os casos. Essas coisas são esperadas porque você está lidando com alguém que te odeia e que quer ser violento simplesmente por causa da cor da sua pele”, contou ao jornal Daily Mail.

Davis não vai ao encontro dos membros da KKK com a cara e a coragem sem saber nada. Ele diz que sabe mais sobre a organização do que a maioria de seus membros – e é assim que ele sempre está pronto para o debate –. Conhecimento, simpatia e inteligência unidas contra o racismo.

A história do músico é contada no livro Klan-destine Relationships: A Black Man’s Odissey in the Ku Klux Klan (Relações Klan-destinas: a odisseia de um homem negro na Ku Klux Klan, não editado no Brasil). Davis conta como decidiu combater o ódio e confrontar a ideologia da KKK fazendo amizade e conversando com um membro de cada vez.

Muitos acreditam que sua estratégia é temerária e criticada por ambos os lados dessa disputa, mas o músico garante que tais críticas surgem do desconhecimento sobre seu trabalho, principalmente os seus resultados.