Holanda quer criar fundo internacional para garantir aborto seguro

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A Holanda tomou a iniciativa de propor a outros 20 países a criação de um fundo internacional que torne viável a interrupção da gravidez de forma segura.

A decisão foi tomada dias depois que o atual presidente dos Estados Unidos Donald Trump assinou um decreto que impede o encaminhamento de recursos federais para financiar ONGs estrangeiras que tenham como atividade o aborto.

Em entrevista ao britânico The Guardian, a ministra holandesa da Comércio Exterior, Desenvolvimento e Cooperação Lilianne Ploumen afirmou que está conversando com representantes de 15 a 20 países, entre eles países europeus, da América do Sul e da África com o objetivo de que o fundo seja o mais amplo possível.

Ploumen não informou quanto dinheiro poderia ser levantado com o acordo cooperativo, mas afirmou que o objetivo é continuar a oferecer suporte a programas que já são bem sucedidos como os criados pelo Fundo das Nações Unidas para a População ou Federação Internacional de Planejamento Familiar e Marie Stopes International. O rombo sofrido por essas instituições com o fim dos repasses dos Estados Unidos chega a US$ 600 milhões.

Ela evidenciou que esses são programas que possuem ações diretas que oferecem apoio, distribuem preservativos e se certificam de que as mulheres serão acompanhadas no parto ou terão um aborto seguro, caso não tenham outra escolha.

Segundo a ministra, a decisão da Holanda de unir outros países em prol da criação de tal fundo é um direito dos holandeses de tomar um posicionamento independente e não deve ser afetada mesmo quando for escolhido um novo parlamento, dentro de algumas semanas.