Assassinatos de LGBTs crescem em 2016 e registros mostram uma morte a cada 28 horas

Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil
Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

Um levantamento preliminar feito e divulgado pelo Grupo Gay da Bahia indica que as mortes entre Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros no país cresceram em 2016. Foram 330 assassinatos registrados até então, o que indica 12 mortes violentas a mais do que no ano anterior. O número também representa uma morte a cada 28 horas, em média. E o que já é alarmante pode ser ainda pior, já que alguns casos continuam em investigação pela polícia e precisam de confirmação antes de fazerem parte da triste estatística.

Na maior parte dos casos existe crueldade nas mortes. A maioria delas ocorre por tiros, facadas, espancamento e até mesmo asfixia. Todos os casos registrados até então foram desencadeados por situações de homofobia, segundo os responsáveis pelo Grupo Gay da Bahia, que faz o levantamento desde 2010.

No que se refere aos estados em que há mais casos de violência contra LGBTs, foram registradas 11 mortes no Amazonas. O Paraná e o Rio Grande do Sul ocupam a mesma posição até o momento, com 15 mortes cada um. No primeiro estado a maioria das pessoas eram transexuais; já entre os gaúchos houve mais mortes de homossexuais. Santa Catarina registrou seis mortes, a maioria também de homossexuais.

Na capital paulista, infelizmente, o ambulante Luiz Carlos Ruas se tornou mais um exemplo da violência contra a população LGBTI após defender um travesty.