Assaltado, jovem gay pede ajuda e é espancado em SP

Crédito: Reprodução/TV Globo

Imagine-se na situação: Você acabou de ser assaltado. Corre desesperado e vai pedir ajuda e quando encontra alguém, o auxílio na verdade se torna espancamento.

Foi o que aconteceu com um jovem de 19 anos, que foi assaltado e ao pedir ajuda na rua Peixoto Gomide, na Bela Vista, em São Paulo, do agredido pelo homem a quem pediu socorro. O motivo? O rapaz é homossexual.

Rodrigo Ambrogi é gerente da boate Bofetada e saiu da balada para comer alguma coisa na madrugada do domingo, 15 de janeiro, quando foi abordado por quatro homens. Um deles levou o celular do jovem.

Além disso, Rodrigo foi agredido pelos assaltantes, mas felizmente, um grupo de frequentadores da boate viu a cena e o ajudou.

O rapaz que havia pego o celular do gerente escapou e Ambrogi começou a persegui-lo, detendo-o próximo ao shopping Frei Caneca.

Mas, a epopéia de Rodrigo nao terminou bem. Em entrevista à TV Globo, o gerente descreve como foi sua tentativa de conseguir ajuda e como foi atacado por um homofóbico, após ser assaltado:

“Tinha um carro saindo de uma garagem de prédio. Comecei a tentar pedir socorro pra ele. E acho que ele não acabou ouvindo. Ele parou o carro mais pra frente e saiu. Ele me deu dois socos no nariz, protegendo o menino que estava me assaltando.”

O jornal Estado de S.Paulo publicou que o agressor teria afirmado à vítima: “Não quero gay brigando na frente da minha casa”, e reclamou do barulho provocado pela “briga” que o “casal” estava travando.

De acordo com Ambrogi, depois de ser espancado, acabou desfalecendo.

Dayane Eguthi, prima da vítima, disse não ter dúvidas de que Ambrogi foi vítima de um ataque homofóbico.

“Gente, hoje meu primo foi espancado próximo à região da Augusta por um homofóbico que bate por nada. O cara tem que ser preso”, afirma.

Vizinhos dizem que não

Pelo Facebook, uma vizinha do local do assalto afirmou que a agressão não foi por causa da orientação sexual do gerente, mas sim pela “bagunça que sempre fazem” na área residencial da rua Herculano de Freitas, próximo à boate.

“O agressor não deveria ter intrometido, mas de fato sempre acontece algum roubo, briga e até sexo nos sábados de madrugada e sempre vem para a rua Herculano de Freitas. Vejo tudo o que acontece pois minha janela fica em frente”, relata a moradora Oliveira.

Rafaela afirmou que a vizinhança não suporta os transtornos nas noites de fim de semana.

Questionada se ouviu o que o agressor falou, assim como descrito na matéria do Estado de S. Paulo, ela não se pronunciou.

Os crimes foram registrados no 2º Distrito Policial (Bom Retiro) como roubo e lesão corporal.