África sem Estereótipos: projeto foca raiz afro no Brasil

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No dia 13 de fevereiro, às 18h30, na Galeria Olido, o projeto Afreaka realiza o lançamento de sua coletânea “Afreaka: África Sem Estereótipos”. As publicações levam o leitor a conhecer a África sem fronteiras e a uma longa e reveladora viagem pelo continente. O evento conta com a participação especial da cantora Ericah Azeviche e uma intervenção gastronômica com Surama Caggiano.

O vocabulário no Brasil é recheado de palavras africanas, cerca de 1.500 verbetes – como cachimbo, pipoca e batuque –.

A presença do continente africano no Brasil concentra senegaleses, camaroneses, moçambicanos e congoleses, que compõem a população da região central de São Paulo hoje em dia, intensifica ainda mais o simbolismo da África no nosso país.

Mesmo assim, não significa que o Brasil compreenda a cultura da África em toda sua diversidade e riqueza da forma que a Lei 10.639/03, que obriga o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas, prevê que fosse implementada: de maneira integral.

Nesse intuito, a coleção de publicações Afreaka: África Sem Estereótipos, acontece na Galeria Olido, no Centro da capital paulista para promover o estudo do continente nas instituições de ensino e estabelecer diálogos entre a cultura brasileira e as suas produções culturais contemporâneas.

O Afreaka ja possui cinco anos de existência e nesse meio tempo acumulou conquistas que ampliaram o objetivo da iniciativa de criar um novo tipo de mídia sobre cultura africana e afro-brasileira, quebrar os estereótipos existentes em relação ao continente e produzir um conteúdo inédito e de livre acesso na promoção da igualdade racial, na desconstrução do pensamento colonial e na construção da identidade latino-americana.

A proposta é em transmídia e elaborada em uma plataforma gratuita, o site Afreaka torna acessível mais de 1.000 itens de conteúdo entre reportagens, fotografias, vídeos e ilustrações de material colhido em território africano (realizadas com financiamento coletivo e apoio de mais de 300 leitores), além da produção de centenas de matérias colaborativas em uma rede de 120 escritores nacionais e estrangeiros.

O coletivo Afreaka já realizou mais de 100 oficinas, palestras e cursos, além da criação de um livro paradidático digital. Ainda mais: dois festivais inéditos que uniram grandes nomes das cenas africana e afro-brasileira, envolvendo mais de 300 artistas e intelectuais de 20 países. O Afreaka já atingiu, direta e indiretamente, um público de 5 milhões de pessoas.

A campanha será lançada em 13 de (segunda-feira), às 18h30 e tem a educação como um dos três pilares de atuação da iniciativa.

A iniciativa, também promoveu em 2014, o projeto “África nas Escolas: Uma Abordagem Sem Estereótipos”, que englobava cursos, formações de professores e criação de conteúdo didático, a coleção impressa abrange quatro volumes e é uma versão ampliada e atualizada da proposta formativa nas escolas.

O projeto conta com professores das redes públicas e privadas do Estado de São Paulo e participantes de outros estados com acesso ao conteúdo digital para alimentar os debates sobre a herança africana em salas de aula.

Hoje, com a coleção toda desenvolvida e com conteúdo apurado nos 15 países africanos, reunindo mais de 40 reportagens, artigos, entrevistas e farto material de imagens que ilustra um continente protagonista, inovador e sócio-culturalmente ativo.

1.800 escolas públicas e instituições culturais de todo o Estado terão acesso à coletânea gratuitamente.

Os exemplares também serão vendidos por R$ 50 no dia do lançamento e diretamente no site do projeto Afreaka www.afreaka.com.br

“Tentamos, a todo momento, mostrar a história contada pelos próprios africanos, suas próprias versões. Nas viagens de apuração, tivemos o objetivo de romper estereótipos, mas não imaginávamos que seria tão fácil nesse sentido. São tantas iniciativas inovadoras, artistas geniais e movimentos descolados que tínhamos que selecionar sobre o que falaríamos de acordo com o tempo disponível”, conta a co-idealizadora do projeto e diretora do Afreaka Flora Pereira, que atua em conjunto com o designer Natan de Aquino.

“Nossa linha editorial também procurou trabalhar o olhar do brasileiro sobre si mesmo e a ligação do país com o continente africano. Além da herança na língua, nossos costumes, linha de pensamento, higiene, tradições e a culinária, que são intrinsecamente ligados à cultura desse continente”, completa Flora.

O quê: Coletânea “Afreaka: África Sem Estereótipos”
Quando: 13 de fevereiro de 2017
Onde:Cine Olido, Galeria Olido
Horário: de terça a domingo das 10 às 17hs (com permanência até as 18h)
Local:
Avenida São João, 473, São Paulo – SP

Mais informaçoes: na página do evento no Facebook.