Faltam equipes nas delegacias destinadas ao atendimento da mulher

Crédito: Tony Winston/Agência Brasil
Crédito: Tony Winston/Agência Brasil

Uma pesquisa feita pelo Instituto DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência e o Alô Senado revela que a falta de profissionais está entre as principais dificuldades enfrentadas nas DEAMs (Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher).

Pra se ter uma ideia, essa falha foi apontada por 66% do entrevistados. A falta de qualidade nas instalações foi indicada por 9% dos ouvidos, enquanto a falta de equipamentos para o trabalho foi indicada por 8%. Falta de integração com outros órgãos também é um problema para 8% dos participantes da pesquisa e a falta de treinamento periódico foi queixa de 2%.

Com relação ao número de delegacias existentes, mais da metade dos entrevistados disse que ele é insuficiente. Destaque para a região norte, onde o déficit é indicado por 86%. Já na região sul, a reclamação foi feita por 63% dos ouvidos.

Para chegar aos resultados, foram ouvidos 625 profissionais de 357 delegacias. O levantamento foi feito entre 24 de outubro e 7 de novembro.

Falhas de estrutura e formação

Outro dado importante apontado pela pesquisa é que em 66% das 357 delegacias não há serviço de apoio psicológico para as mulheres em situação de violência e 45% não têm salas de espera separadas para agressores e vítimas.

Outro problema está na falta de lugares para encaminhar as vítimas que não tem para onde ir. Em 25% das unidades faltam Casas-Abrigo e em 17% dos locais não há Centro Especializado de Atendimento a Mulheres.

Questionados quanto à formação que receberam, 53% dos profissionais relataram ter recebido treinamento específico para atender mulheres vítimas de violência, sendo que cerca de 40% desses recebeu essa qualificação há até dois anos.