Bonecas para meninos aumentam empatia e tolerância

Crédito: Pixabay
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Estudos apontam que garotos que brincam com bonecas se tornam crianças mais carinhosas e, posteriormente, adultos mais empáticos e tolerantes.

De acordo com Christia Spears Brown, psicóloga da Universidade do Kentucky, nos Estados Unidos, as bonecas auxiliam as crianças a desenvolver empatia, pois simulam situações reais da vida.

Os garotos conversam e tomam conta das bonecas, como se fossem amigas de verdade, aprendendo a serem mais carinhosos e cuidadosos.

De acordo com a psicóloga, meninos gostam dessas brincadeiras tanto quanto as meninas.

Ela define em seu livro Parenting Beyond Pink & Blue (Paternidade Além do Rosa e Azul). Que nada prova, além do preconceito de seus pais, que os garotos tenham desinteresse natural por brincadeiras que simulem interações humanas, como as com bonecas.

“Eles recebem menos estímulos para desenvolver empatia. Ainda que o cérebro seja um pouco diferente, eles se interessam por pessoas tanto quanto as meninas, passam o mesmo tempo observando os outros”,

Parenting Beyond Pink & Blue (Paternidade Além do Rosa e Azul, em tradução livre). Ou seja, nada prova que garotos tenham desinteresse nato por brincadeiras que simulem interações humanas, como as com bonecas. Existe só o preconceito dos pais.

A norte-americana Kristen Jarvis vasculhou as lojas de brinquedos em busca de uma boneca para o filho de dois anos. Só achou bonecas femininas, bebês e super-heróis. Não era nada do que esperava. Grávida, Jarvis queria um boneco para mostrar a ele como seria divertido ter um irmão. Mas se nos Estados Unidos é difícil encontrar um brinquedo desses, imagine, então, no Catar, onde Jarvis vivia.

Pensando na dificuldade em conseguir uma boneca para o filho de dois anos, pois tanto a cultura nos EUA quanto no Catar (onde ela reside atualmente) a norte-americana Kristen Jarvis e a irmã decidiram criar a marca Boy Story, que lançou recentemente os primeiros bonecos, graças a mais de US$ 28 mil arrecadados em crowdfunding.

A grande dificuldade era encontrar bonecas fora do padrão (todas eram bonecas femininas, bebês e super-heróis). Deram vida a Billy, negro de cabelos crespos, e Mason, branco de cabelos lisos. “Queremos diversidade, fazer com que mais crianças sejam representadas”, disse Jarvis.