Três canais LGBTI novos que você precisa conhecer

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O ONDDA teve acesso a três canais novos do Youtube com temática LGBTI. O mais legal é celebrar a diversidade assistindo e prestigiando, quebrar os estereótipos e conhecer pessoas que dedicam um pouco de suas vidas a contar parte de suas histórias. E acima de tudo mostrar um pouco da realidade em que estão inseridos com um olhar mais humano e responsável.

Adam Franco

Tudo começou com vídeos privados que o diretor de arte e motion designer Adam Franco, de 26 anos, fazia para registrar sua transição, como um diário.

Até que um dia Adam tomou uma decisão: resolveu tornar público esses vídeos com o objetivo de falar sobre transexualidade de forma didática e bem humorada. Deu super certo. Em menos de um ano o canal já conta com mais de 3400 seguidores.

Cheio de estilo e com uma linguagem acessível, Adam fala em seu canal de tatuagens a experiências que passou enquanto homem trans. Além disso, o youtuber tem uma página no Facebook e escreve na plataforma Medium sobre vários temas. Os vídeos no Youtube são postados semanalmente.

Cavalos-Marinhos

O Cavalo-Marinho é uma espécie em que o macho “engravida” (inclusive, já viu o parto de um cavalo-marinho? Veja!) e ele não deixa de ser macho por isso. Assim como os homens trans, podem engravidar e isso não lhes tira a legitimidade. Essa possibilidade dá um novo significado para masculinidades e paternidade.

Pensando nisso, Thomaz Oliveira e Diogo Almeida, de 22 e 20 anos, respectivamente, criaram o canal Cavalos-Marinhos com o objetivo de debater uma série de demandas relacionadas as pessoas trangenêras: representatividade, o apagamento de pessoas trans na grande mídia, acompanhamento hormonal, processo transexualizador do SUS e perguntas que definitivamente não devem ser feitas a pessoas trans por uma série de motivos. E o principal, ajudar com informações acerca do assunto.

O canal está no ar há quatro meses e eles participaram recentemente do programa Encontro, da apresentadora Fátima Bernardes. Além da temática trans, o canal debate racismo, gordofobia, LGBTfobia, reprodução de transfobia e machismo. “Tudo isso da melhor forma possível, sem apagar ninguém, buscando respeitar a liberdade dos corpos”, concluem os rapazes que moram na Baixada Santista.

Intersexo no Divã

Cheio de bom humor e simpatia. Esse é Amiel Modesto, pessoa não binária, sociólogo de 34 anos que, incentivado por seus amigos, criou no início de novembro o canal Intersexo no Divã.

O objetivo do canal é dar visibilidade à questão intersexo através de discussões. Porém, a ideia é não aborda apenas esse assunto, pois como diz Amiel “nem só de intersexo eu vivo”, mas também discutir sociologia, política, antropologia e outros temas relevantes.

Para Modesto, o intersexo precisa sair das sombras, vir para o mundo, ser conhecido de sua condição – “A ideia é aprofundar os papos sempre trazendo visões diferentes e relevantes, convidando quem assiste a pensar”, conclui.