Usuários de crack têm mais de 10 vezes de chances de ter HIV e sífilis

Crédito: Marco Gomes via VisualHunt.com / CC BY-NC-SA

Segundo uma pesquisa do Estado de São Paulo, a incidência de HIV e sífilis entre usuários de crack atendidos pelo Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas) é extremamente superior à incidência das doenças em não viciados.

A Secretaria de Estado da Saúde testou mais de 800 pessoas para sífilis e HIV entre janeiro e maio desse ano. A maior parte delas é viciada em crack e frequenta a cracolândia, no centro de São Paulo. Os dados do teste surpreenderam.

Incidência de HIV

De acordo com um relatório da Unaids, a prevalência de AIDS na população brasileira é entre 0,4% e 0,7%. Já entre os dependentes testados, a prevalência foi de 5,3%. Isso é 13,5 vezes maior do que entre a população comum do país.

O Governo do Estado, nas mãos do Governador Geraldo Alckmin (PSDB) oferece o programa Recomeço desde 2013. Ele visa tratar os viciados os isolando em comunidades terapêuticas. Além disso, o Prefeito Fernando Haddad (PT) instaurou na cidade, em 2014, o programa De Braços Abertos, que visa reintegrar o usuário de drogas se baseando na redução de danos e oferecendo emprego e renda ao invés de internação.

Incidência de Sífilis

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que pode apresentar várias manifestações em diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). Os dois primeiros estágios são os que mais têm possibilidade de transmissão. Ela também é uma doença muito presente nos frequentadores da cracolândia, em SP.

Ela é encontrada em apenas 1,3% da população da América Latina, porém em 15% dos viciados testados pelo Estado. Isso quer dizer que, em comparação, a cracolândia tem 11 vezes mais o número de incidência de sífilis do que os 20 países da América Latina juntos.

A maior prevalência se deu entre as mulheres. 36% delas têm ou já tiveram a infecção, contra 18% dos homens. Do total dos infectados, 40% nunca se trataram, 31% foram tratados com sucesso e 29% fizeram tratamento irregular.

*Com informações da Folha de S. Paulo